Catarina de Bragança, rainha da Inglaterra

Nascida em 25 de novembro de 1638, a infanta D. Catarina foi a terceira filha (quarta criança) do matrimônio entre D. João, duque de Bragança, e D. Luísa de Gusmão, uma dama da poderosa Casa espanhola de Medina-Sidônia.  Muito provavelmente nomeada em homenagem à avó paterna, a menina tinha apenas dois anos de idade quando seu pai foi aclamado como D. João IV de Portugal, acabando com a dinastia de Habsburgo e iniciando a de Bragança naquela que foi chamada Guerra de Restauração Portuguesa.

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D. Catarina num retrato pré-nupcial (c. 1660)

Criada com três irmãos – Teodósio, Afonso e Pedro – e uma irmã – Joana – a infanta passou a infância em meio a uma família unida e amorosa. Politicamente, contudo, o recém-independente Portugal estava isolado em sua guerra contra Espanha. O único país europeu que o apoiaria seria a antiga aliada Inglaterra, liderada por Carlos I, que lutava naquele tempo seu próprio confronto interno contra o Parlamento. Para reforçar mais a união, ambos os monarcas concordariam com uma união matrimonial entre o herdeiro inglês, também chamado Carlos, e a secundogênita Catarina, a ser realizada quando ambos tivessem a idade apropriada. A guerra civil inglesa e a posterior execução do rei, contudo, colocariam tais planos em suspenso.

Enquanto isso, a irmã mais velha de Catarina, Joana, faleceria. Com isso, a infanta tornou-se a primogênita mulher sobrevivente, com seu valor no mercado matrimonial europeu subindo de acordo. Em consequência, novos candidatos apareceriam para cortejar sua mão, como João de Áustria, irmão ilegítimo de Felipe IV de Espanha, e o próprio rei francês Luís XIV. Entretanto, a mãe de Catarina, Luísa de Gusmão, regente desde a morte do marido em 1656, prosseguiu com negociações secretas com o herdeiro exilado de Carlos I, que ganharam nova força com a Restauração Inglesa em 1660. Endividado, o recém-proclamado Carlos II tinha todas as razões para casar-se com uma infanta que trazia consigo um vantajoso dote, mesmo que ela fosse católica. Finalmente, em 23 de junho de 1661, o contrato nupcial foi assinado. Pouco depois, Catarina começou a viagem para o país do futuro marido.

Em 20 de maio, Carlos finalmente encontraria a noiva em Portsmouth. No dia seguinte, ambos seriam casados em duas cerimônias distintas – uma católica, secreta, e outra protestante, pública. Embora Catarina não fosse exatamente belíssima, ela agradou ao rei, que considerou o matrimônio muito de seu agrado, conforme escreveu à sua irmã Henrietta. Há razões, portanto, para acreditar-se que o casamento foi consumado quase que de imediato. Catarina apaixonou-se pelo marido, que respeitaria até o fim de sua vida.

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Carlos II da Inglaterra

Porém, ela não era exatamente uma rainha popular. Além de ser católica num país protestante, o que a impediria de ser coroada, ela já tinha 23 anos de idade na época de seu matrimônio. A própria Catarina achou que a união com o rei inglês não ocorreria devido à sua idade, e partiu numa peregrinação de agradecimento em Lisboa quando o casamento foi confirmado. Mesmo assim, a religiosa infanta, que passara grande parte da juventude num convento, não possuía charme suficiente para reter o promíscuo esposo apenas em sua cama. Durante seu reinado de 25 anos, Carlos teria várias amantes e pelo menos 20 filhos; tragicamente, nenhum deles seria legítimo. Catarina ficaria grávida três vezes, mas todas as gestações acabaram prematuramente. Em 1663, durante uma doença grave, ela alucinaria que dera à luz, e seu marido a consolaria, garantindo que ambos tinham três filhos.

Na ausência de herdeiros legítimos de Carlos, seu sucessor natural era o irmão católico, James. Isso colocava a rainha Catarina numa posição bastante delicada. Sendo a esposa do rei, ela tinha óbvia influência cultural; seria seu desejo de prosseguir com o hábito português de tomar chá de tarde, típico entre a nobreza local, que acabaria instaurando o hábito geral na Inglaterra. Politicamente, contudo, ela possuía uma estrutura frágil. Os ataques a ela eram tão frequentes que o próprio rei tinha que intervir para proteger a rainha, resistindo a todas as tentativas para que ambos se divorciassem quando ficou claro, após um aborto ocorrido em junho de 1669, que eles não teriam nenhuma criança. Anos depois, Catarina seria implicada até mesmo numa tentativa de envenenamento do rei. Mesmo que não fosse fiel, portanto, Carlos II a honrava, insistindo que todas as suas amantes agissem em conformidade com a posição da rainha.

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Barbara Villiers, a mais famosa das amantes de Carlos II

O rei faleceu em 6 de fevereiro de 1685, convertendo-se ao catolicismo no leito de morte. Como o novo monarca, James II, era católico, a rainha viúva teve pela primeira vez liberdade para praticar sua fé livremente. A Revolução Gloriosa de 1688, contudo, complicaria a situação, uma vez que restaurou o anglicanismo. Inicialmente em bons termos com a rainha Maria II e o rei Guilherme III, Catarina perdeu o favor após uma série de desentendimentos. Ela retornaria para Portugal em março de 1699, onde acabaria como regente sucessivamente para o sobrinho e o irmão antes de sua própria morte em 31 de dezembro de 1705.

Para saber mais:

https://saintssistersandsluts.wordpress.com/2012/08/30/catherine-of-braganza-queen-of-england/

http://www.marryingcultures.eu/research/catherine-braganza

http://www.queensroyalsurreys.org.uk/queen_of_reg/catherine.html

http://www.britannica.com/biography/Catherine-of-Braganza

http://www.tea.co.uk/catherine-of-braganza

 

Isabel de Aragão, a filha dos Reis Católicos – parte III

Em julho de 1491, a situação dinástica da Casa de Avis não poderia parecer melhor: bem fixado no trono português, D. João II não apenas possuía a alta nobreza sobre controle como também seu único filho com a rainha D. Leonor acabara de se casar com a primogênita dos Reis Católicos numa bem-engendrada ação diplomática. Além do mais, o jovem casal estava satisfeito com a companhia um do outro, com o apaixonado D. Afonso visitando constantemente Isabel em seus aposentos. As chances de concepção para um herdeiro ao trono de Portugal eram, portanto, elevadas. No dia fatídico, o monarca encontraria o filho exatamente nos aposentos de sua nora, onde ele estivera descansando após a caçada da véspera. O príncipe acabaria acompanhando o pai em uma cavalgada até o rio Tejo, onde desafiaria o fidalgo D. João de Meneses para uma competição. No meio do percurso, porém, o cavalo de D. Afonso tropeçou e o herdeiro caiu sob ele, permanecendo inconsciente mesmo após ter sido resgatado.

Temendo uma represália, D. João de Meneses fugiu de imediato da cena, enquanto o príncipe era levado para ser socorrido na casa de um pescador local, onde seria em breve reunido com a mãe e a esposa. Apesar de elas dizerem sobre ele “tantas lastimas, e palauras de tanta dor, e tristeza”, D. João II ordenar a vinda de médicos, procissões e missas serem prometidas e um nobre até se comprometer à ir caminhando até Jerusalém,  D. Afonso logo receberia a extrema-unção. Pouco depois, o duque de Beja chegaria para manifestar sua dor perante o rei. Agora, D. Manuel, irmão mais novo do executado duque de Viseu, era o próximo Avis legítimo na linha sucessória ao trono.

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O segundo casamento de Isabel com D. Manuel I, conforme representado na série Isabel (2011-14)

Presumivelmente em estado de choque, Isabel cortaria seus longos e belos cabelos em honra ao falecido marido antes de manifestar seu desejo de retornar para junto dos pais em Castela, como era seu direito de acordo com o contrato nupcial. Logo de início, ela anunciou que não mais se casaria, passando a ter uma rotina marcantemente religiosa e corporalmente punitiva. O fato que seus pais procuraram respeitar esta vontade está registrado nas negociações nupciais posteriores com D. Manuel após a sucessão deste ao trono, em outubro de 1495; em princípio, os Reis Católicos apenas ofereciam a infanta D. Maria, terceira filha do casal, para as núpcias reais. Os embaixadores portugueses, contudo, deixaram claro que a única proposta que D. Manoel aceitaria estava na princesa viúva Isabel. Se isso decorreu da posição sucessória dela, de sua maturidade física comparada à irmã ou mesmo de uma certa admiração pessoal do novo rei iniciada quando ambos se conheceram, ainda em 1490, é algo impossível de saber-se ao certo.

Eventualmente, D. Manuel atingiria seu objetivo e conseguiria um compromisso dos monarcas no sentido de desposar Isabel, apesar dela permanecer firme em sua resolução de apenas pisar novamente em solo português depois de todos os judeus terem sido de lá expulsos, de acordo com a política religiosa de seus pais. Mesmo com toda a arrecadação que estas comunidades forneciam ao reino, D. Manuel concordaria, o que poderia servir como testemunho da ansiedade dele em casar-se com Isabel.

A roda da fortuna, entrementes, ainda girava; poucos dias após o casamento de Isabel, João, o único irmão da rainha portuguesa, recém-casado com Margarida de Áustria, faleceu. A esposa permaneceu grávida, eventualmente dando à luz uma menina que também morreu pouco depois do parto. Com essa sequência de trágicos eventos, D. Isabel acabou tornando-se novamente a herdeira do trono de Castela, como já o fora antes do nascimento do irmão. A possibilidade de união peninsular ficaria ainda mais definitiva se Isabel, que acabara de se descobrir grávida de D. Manuel após poucos meses de matrimônio, pudesse dar à luz um menino: no caso, o infante também poderia legitimamente herdar Aragão, reino ainda regido pela antiga lei sálica, que, em princípio, era hesitante em admitir possíveis herdeiras na sucessão.

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D. Miguel, príncipe de Portugal, Castela e Aragão, herdeiro das Coroas ibéricas durante sua curta vida. Na série Isabel, assim como na vida real, ele permaneceu sob a guarda de seus avôs maternos, os Reis Católicos, desde a morte de sua mãe

No mesmo ano, como forma de conter as crescentes ambições do duque de Borgonha, marido da infanta Joana, ao trono castelhano, D. Isabel e D. Manuel foram convocados pelas Cortes castelhanas e aragonesas a prestar juramento como herdeiros. A gravidez avançada da rainha era vista com animação pelos nobres e por Fernando, rei de Aragão, que esperava poder legar seu reino a um herdeiro direto homem. De fato, em 23 de agosto de 1498, na cidade aragonesa de Zaragoza, nasceu um saudável menino, D. Miguel. Contudo, enfraquecida com o parto e os constantes jejuns religiosos, feitos desde o falecimento de D. Afonso, Isabel morreu pouco depois nos braços de D. Manuel I. Tinha apenas 27 anos de idade. Viúvo e só contando com um herdeiro homem, o rei de Portugal se casaria novamente anos depois com a noiva antes rejeitada, a infanta Maria, que teria o eventual sucessor ao trono, D. João III.

Para saber mais:

http://obaudahistoria.blogspot.com.br/2013/02/o-tratado-das-tercarias-de-moura.html

BRAGA, Paulo Drumond. O Príncipe D. Afonso, filho de D. João II – uma vida entre a guerra e a paz. Lisboa: Edições Colibri, 2008.

COSTA, João Paulo Oliveira e. D. Manuel I – 1469-1521 – Um príncipe do renascimento. Círculo de Leitores, 2011.

Isabel de Aragão, a filha dos Reis Católicos – parte II

Isabel ficaria em Moura por três anos. A partir da morte de D. Afonso V, o novo rei D. João II começou as negociações para desfazer as penosas terçarias, que impediam inclusive que os reis visitassem os herdeiros postos em virtual reclusão. Os Reis Católicos, contudo, não estavam politicamente interessados neste fim, uma vez que uma possível libertação da Beltraneja poderia colocar em xeque o recém-instaurado equilíbrio peninsular; neste sentido, as propostas de casamento que Joana continuava a receber, mesmo num convento, apenas contribuíam para deixar a situação mais tensa. A possibilidade da troca de noiva do príncipe D. Afonso – de Isabel para a segunda filha dos monarcas, também chamada Joana – agiria assim como um peso político compensatório, embora provavelmente a situação hostil que ia se abrindo em Portugal com as disputas entre a Casa real e os Bragança também tenha contribuído para tal tentativa.

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D. João II de Portugal

Em maio de 1483, a primogênita dos Reis Católicos foi finalmente devolvida aos embaixadores castelhanos, saindo de Portugal pouco depois. Fora decidido por fim que, se a infanta Isabel ainda se encontrasse solteira quando o herdeiro português completasse 14 anos, as núpcias originalmente combinadas entre ambos ocorreriam, ficando anuladas as negociações em relação à infanta Joana; como Isabel era quase cinco anos mais velha que D. Afonso, tal situação não parecia provável. Apesar disso, embora seus pais tivessem examinado muitas propostas nupciais para ela durante suas campanhas contra os muçulmanos do sul – Carlos VIII de França, Maximiliano de Áustria, Henrique VII de Inglaterra, entre outros – nenhuma das uniões acabou confirmada e, em 1488, D. João II pediu a mão de Isabel em nome do príncipe. Sobrecarregados pela guerra com Granada, os Reis Católicos não tiveram escolha a não ser conceder o pedido.

Em novembro de 1489, a nobreza portuguesa instalou-se na cidade de Évora como parte dos preparativos para o matrimônio, planejado para ocorrer já no ano seguinte. Depois de uma promessa secreta de D. João II no sentido que não permitiria que a Beltraneja deixasse o  convento onde se localizava, os Reis Católicos nomearam os procuradores para o casamento por procuração, ocorrido em 18 de abril. Seria apenas no novembro seguinte, entretanto, que Isabel reentrou em Portugal para a cerimônia presencial. Na fronteira, ela foi recebida pelos bispos de Évora e de Coimbra, os condes de Monsanto e Cantanhede e o primo de seu jovem marido, o duque de Beja.

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A infanta interpretada pela atriz  María Cantuel na série Isabel (2011-14)

No fim do mês, deu-se a entrada solene da nova princesa de Portugal em Évora, onde foi recebida com grandiosas festas que se prolongariam por semanas – de fato, os empréstimos do evento ainda estavam sendo pagos durante o início do reinado seguinte. Apesar de ser cinco anos mais jovem que a esposa, D. Afonso apressou-se a consumar as núpcias, procedimento que escandalizou alguns na religiosa corte dos Avis. A paixão do herdeiro continuava inalterada meses depois, em julho, quando o casal deslocou-se, juntamente com D. João II e D. Leonor, até Almeirim, onde acabaria por se desenrolar a maior tragédia de Isabel.

Isabel de Aragão, a filha dos Reis Católicos – parte I

Nascida em 02 de outubro de 1470, Isabel de Aragão era a filha primogênita da infanta Isabel, meia-irmã do rei Henrique IV de Castela, e do príncipe Fernando, herdeiro do reino vizinho como filho de João II de Aragão. O próprio casamento de seus pais já ocorrera cercado de polêmica: sua mãe, líder de uma facção contrária aos direitos sucessórios da pretensa princesa Joana, tivera que fugir secretamente da corte para se encontrar com o prometido, que viajara disfarçado como servo até Valladolid, e assim evitar que Henrique IV a forçasse a algum compromisso matrimonial. Sendo primos de segundo grau, ambos necessitariam de uma dispensa papal para se unirem legalmente, mas a suposta bula que foi apresentada era assinada pelo papa Pio II, falecido cinco anos antes do casamento deles, muito embora o papa da época fosse Sisto VI.

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Isabel I de Castela

Embora a consumação física imediata do contrato nupcial entre seus pais anulasse maiores perigos da pequena infanta ser considerada ilegítima, o fato é que o nascimento de Isabel aprofundou as tensões entre sua mãe e seu tio, que ainda procurava restabelecer sua dita filha como herdeira do trono castelhano. Quando, em 1474, Henrique IV faleceu, a guerra civil estourou. Apoiando a sobrinha e noiva, D. Afonso V de Portugal invadiu Castela em maio de 1475 e, com Joana, proclamou-se soberano legítimo de Castela, pretensão igualmente defendida por Fernando de Aragão. A Guerra de Sucessão Castelhana, porém, permaneceria indefinida até a batalha de Toro, em 1º de maio de 1476, onde as tropas portuguesas debandaram. Provando ter uma grande visão política, Isabel aproveitou o momento para convocar as Cortes, onde sua filha e homônima foi jurada como herdeira presuntiva. A verdadeira consolidação da posição da rainha Isabel, contudo, ocorreria apenas em fins de junho de 1478, quando ela daria à luz ao príncipe João, que assumiria a partir daí a posição da irmã mais velha.

Mesmo que tenha perdido a proeminência sucessória, Isabel ainda foi uma peça importante nas negociações de paz entre Castela e Portugal. Durante a duração das chamadas Terçarias de Moura, a infanta foi criada sob os auspícios de D. Beatriz, duquesa de Viseu, servindo simbolicamente como uma garantia do bom comportamento político dos Reis Católicos, que por sua vez procuravam garantir a neutralização da Beltraneja – que, aliás, compartilharia da vigilância feita à infanta. O lado espanhol também não deixaria de estabelecer condições próprias, requisitando um dos filhos da duquesa de Viseu para ser criado em seu território. Como D. Diego, o mais velho, encontrava-se doente, seu irmão D. Manoel o substituiu como refém. O único filho do rei de Portugal, D. Afonso, também teria seu papel a desempenhar nas negociações.

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Fernando II de Aragão

Como elemento de troca diplomática muito bem estabelecido no início da era moderna europeia, os arranjos nupciais também eram parte fundamental em tratados de paz entre os reinos. Além de poder aquietar as disputas dinásticas por uma simples união familiar, um casamento também poderia literalmente unificar as pretensões opostas que motivaram a beligerância. No caso da infanta Isabel, que possuía apenas um irmão criança para herdar as possessões dos pais, um matrimônio com o herdeiro do trono português, embora não necessariamente unificasse os domínios, ainda prometia muitas vantagens diplomáticas. Esta foi uma das razões pela qual a união foi perseguida desde o início da negociação do Tratado de Alcáçovas em 1479, muito embora os Reis Católicos fizessem esforços posteriores para trocar a primogênita pela segunda filha, a infanta Joana, nascida em 1479; de fato, a própria entrega da infanta Isabel teve algumas dificuldades impostas. Eventualmente, contudo, a menina seria entregue, unindo-se ao príncipe D. Afonso na vigilância da duquesa de Viseu. Ela já tinha quase 10 anos; ele apenas completara 5.