D. Afonso, primeiro duque de Bragança

Filho bastardo de D. João I com Inês Peres, pode-se dizer que D. Afonso sempre foi beneficiado pela sorte e pela fortuna. Além de ter tido arranjado um casamento vantajoso, do qual resultariam três filhos, D. Afonso também se destacou no campo político. Esteve presente na conquista portuguesa de Ceuta, em 1415, e apoiou inicialmente o golpe de seu meio-irmão Pedro, duque de Coimbra, contra a rainha viúva Leonor de Aragão, que pretendia ter a regência do jovem rei D. Afonso V, de apenas seis anos de idade, após a morte precoce de seu marido, D. Duarte, outro meio-irmão de D. Afonso. Sua pretensão foi rapidamente rejeitada devido às suas origens aragonesas, porém, e a regência foi dada ao duque de Coimbra.

D. Afonso, duque de Bragança
D. Afonso, duque de Bragança

Em pouco tempo, no entanto, as relações entre os meio-irmãos ficaram prejudicadas. O duque de Coimbra insistia num casamento entre o rei e sua filha D. Isabel, enquanto D. Afonso perseguia o matrimônio entre o sobrinho e sua própria filha com a já falecida D. Beatriz Pereira. No confronto que se seguiu, D. Afonso aliou-se com a rainha viúva Leonor, mas ambos saíram derrotados; Leonor perdeu o direito que lhe restava sobre a educação do filho e D. Afonso viu malograr seu projeto de casamento. Em 1442, buscando a conciliação, D. Pedro oficializou o título de duque de Bragança, e o casamento entre o rei e D. Isabel pareceu cimentar a vitória.

Em 1448, D. Afonso V chegou à maioridade e o duque de Coimbra entregou-lhe o controle do reino português. Instigado pelo duque de Bragança, seu tio predileto, o rei virou-se contra o antigo regente e desterrou-o da corte, proibindo-o que viesse à Lisboa e acusando-o de traição por supostamente envenenar seus falecidos pai e mãe. Mesmo contando com diversos apoiadores, entre eles um filho do duque de Bragança, D. Pedro perdeu o confronto com o meio-irmão, morrendo no confronto entre suas tropas na batalha de Alfarrobeira.

O duque de Bragança ganhou, assim, influência definitiva sobre o rei, que se manteria até sua morte em 1461. Ele foi sucedido no comando do ducado por seu filho D. Fernando.

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